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Oficial: COI adia Olimpíada e Paralimpíada de Tóquio 2020

Rogerio Jovaneli

Agora é oficial: Olimpíada e Paralimpíada Tóquio 2020 estão adiadas, anunciou nesta terça (24) o Comitê Olímpico Internacional (COI).

(Imagem: reprodução/COI)

A decisão se deveu à pandemia de coronavírus, mas só foi tomada após muita pressão de atletas e países, ameaçando não irem ao evento.

O Canadá foi o primeiro a manifestar desistência de enviar atletas. Depois, outros igualmente decidiram não ir aos Jogos.

Foram os casos, por exemplo, de Austrália, Noruega e Grã-Bretanha, que também se manifestaram contra a manutenção do evento em 2020.

Além disso, os Estados Unidos fizeram coro pelo adiamento dos Jogos. Ou seja, era iminente o cancelamento da competição.

Antes da oficialização, Shinzo Abe, primeiro Ministro do Japão, confirmou nesta terça ter feito pedido formal ao COI para postergar o evento.

Inicialmente, os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 seriam disputados entre 24 de julho e 9 de agosto deste ano. Agora, acontecerão até o verão de 2021.

“Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o Presidente do COI e o Primeiro-Ministro do Japão concluíram que as Olimpíadas de Tóquio devem ser remarcadas para uma data posterior a 2020, mas não depois do verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e a comunidade internacional”, anunciaram, no comunicado oficial.

Íntegra do comunicado do COI

 

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, realizaram uma teleconferência nesta manhã para discutir o ambiente de constantes mudanças com relação ao COVID-19 e aos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

Dessa conferência também participaram Mori Yoshiro, presidente do Comitê Organizador de Tóquio 2020; o ministro olímpico, Hashimoto Seiko; o governador da cidade de Tóquio, Koike Yuriko; o presidente da Comissão de Coordenação do COI, John Coates; o diretor geral do COI, Christophe De Kepper; e o diretor executivo dos Jogos Olímpicos, Christophe Dubi.

O Presidente Bach e o Primeiro Ministro Abe expressaram sua preocupação comum com a pandemia mundial do COVID-19, o que está fazendo na vida das pessoas e o impacto significativo que está causando nos preparativos dos atletas globais para os Jogos.

Em uma reunião muito amigável e construtiva, os dois líderes elogiaram o trabalho do Comitê Organizador de Tóquio 2020 e observaram o grande progresso que está sendo feito no Japão para lutar contra o COVID-19.

A propagação sem precedentes e imprevisível do surto viu a situação no resto do mundo se deteriorar. Ontem, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a pandemia do COVID-19 está “acelerando”. Atualmente, existem mais de 375.000 casos registrados em todo o mundo e em quase todos os países, e seu número está aumentando a cada hora.

Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS, o Presidente do COI e o Primeiro Ministro do Japão concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada de Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas não depois do verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e na comunidade internacional.

Os líderes concordaram que os Jogos Olímpicos de Tóquio poderiam ser um farol de esperança para o mundo durante esses tempos conturbados e que a chama olímpica poderia se tornar a luz no fim do túnel em que o mundo se encontra atualmente. Portanto, foi acordado que a chama olímpica permanecerá no Japão. Também foi acordado que os Jogos manterão o nome de Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020.

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