Em reunião, FPF diz que Paulista será concluído em campo

Rogerio Jovaneli
Rogerio Jovaneli

Em reunião por videoconferência no fim da tarde desta quarta-feira (15), a Federação Paulista de Futebol e os 16 clubes da Série A1 decidiram que o estadual será concluído em campo, com o regulamento do torneio cumprido, apesar de São Paulo ser o estado com o maior número de infectados e mortos pelo novo coronavírus e o governo local ter decretado isolamento social até 22 de abril, com enorme chance desse prazo ser prolongado, e o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ter declarado que os meses de maio e junho serão os mais críticos.

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (Foto: Rodrigo Corsi/FPF/Divulgação)

“Diante do cenário de pandemia, não há data para a retomada, que somente será definida em nova videoconferência a ser agendada, seguindo as determinações das autoridades públicas de saúde”, declarou em comunicado a federação em encontro que teve, além do presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, presidentes de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, entre outros, além de Moisés Cohen, presidente do Comitê Médico da Federação.

Mas, afinal, para que serviu a reunião se não houve definição sobre data de retorno da competição?

Jogos com portões fechados e tempo igual para treinamentos para todos os times, antes da bola voltar a rolar.

Na videoconferência, os dirigentes acordaram que 15 dias de treino seria o ideal antes do reinício dos jogos. Só que evidentemente que com o avançar dos dias de paralisação o número de datas do calendário diminui e, consequentemente, o de dias para preparação das equipes.

“Os jogos poderão ser realizados inicialmente com portões fechados, evitando qualquer risco de aglomerações. A ordem de retorno do futebol priorizará a preservação da saúde de todos os envolvidos e, portanto, o bom senso indica que as competições com menor deslocamento de todos os envolvidos (estaduais) aconteçam primeiro, avançando em seguida para aquelas que exigem viagens mais longas (nacionais e continentais)”, afirmou a entidade em nota.

Conclusão

No fim, a interpretação que se pode ter desse encontro da Federação Paulista é que foi mais um aceno a quem paga pelos direito de TV do torneio, a Rede Globo. Como se dissessem assim: “Ó, estamos organizados, empenhados aqui, preparados para quando liberarem para continuarmos, e vocês terão os jogos na grade de vocês, tá?”. Afinal, os times, sobretudo os pequenos, precisam muito do dinheiro da televisão para sobreviverem ao caos do momento.

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