Com Rony, qual a melhor escalação para o Palmeiras?

Rogerio Jovaneli
Rogerio Jovaneli

Gols perdidos à parte, o trio de ataque Dudu, Luiz Adriano e Willian jogou muito bem na vitória do Palmeiras sobre o Guarani. Mas e agora que chegou Rony?

Rony chega ao Palmeiras. Dá para jogar com um quarteto de atacantes? (Imagem: reprodução/Palmeiras)

Os quatro podem jogar juntos no time titular. Essa é a opinião dos comentaristas da ESPN Brasil, Gian Oddi e Vitor Birner.

Ambos são a favor de abdicar do meia que o técnico Vanderlei Luxemburgo tem usado no seu 4-2-3-1. Ora tem jogado Lucas Lima, ora Raphael Veiga. Oddi e Birner têm outras ideias.

Luiz Adriano atrás do centroavante

Na sexta (21), dia que o Palmeiras oficializou a contratação de Rony por cinco temporadas, o programa Futebol na Veia, da ESPN Brasil, debateu sobre qual seria a melhor formação para o Verdão.

Gian lembrou que o técnico Vanderlei Luxemburgo considera usar Willian (artilheiro do time no Campeonato Paulista, com 5 gols) como o “9”, homem mais adiantado do ataque, e argumentou que nem Lucas Lima e nem Raphael Veiga têm justificado titularidade.

Por isso, o comentarista afirmou que gostaria de ver Luiz Adriano escalado por dentro, no lugar do meia, atuando atrás do centroavante, que para ele seria Willian, com Dudu e Rony pelos lados.

“Olhando como o Luiz Adriano tem jogado, a quantidade de gols que tem perdido, inclusive, e o quanto ele cria jogando mais recuado, tentaria experimentar o Luiz Adriano na linha dos três, atrás do centroavante”, sugeriu no programa da ESPN.

“Teria Dudu de um lado, Rony do outro, Luiz Adriano centralizado e o Willian na frente, já que ele [Luxa] considera que o Willian possa ser o centroavante. Aí você teria os quatro, até porque o Lucas Lima ainda não te deu a certeza [de render bem] e nem o Veiga”, analisou.

“O Luiz Adriano centralizado tem acertado mais do que como centroavante”, reforçou Gian, enaltecendo a capacidade de criação do atleta neste início de temporada, diferente da finalização, que deixou a desejar no jogo contra o Guarani.

Dudu e Luiz Adriano na frente

Como Gian Oddi, Vitor Birner, outro debatedor do programa, também defendeu ali o quarteto de ataque na equipe titular do Palmeiras, igualmente sem qualquer uma das opções de meias que Luxemburgo tem testado.

Porém, Birner sugeriu uma formação tática diferente: prefere Willian e Rony pelos lados, já que ambos têm boa capacidade de recomposição defensiva, e Dudu à frente, com mais liberdade, junto de Luiz Adriano, como os homens mais adiantados do ataque.

“O que eu faria, no treino e depois no jogo, se achasse que valeria a pena: tentaria mudar a configuração para um 4-4-2. Um teste. Rony na esquerda, Willian na direita, os dois volantes, Dudu e Luiz Adriano mais adiantado”, disse.

“Desobriga um pouco o Dudu da marcação para procurar espaço, Willian sabe recompor na direita, o Rony fazia isso no Athletico Paranaense. Muita velocidade pelos lados, capacidade de pressão na saída de bola [adversária], com todos os jogadores de meio-campo”, justificou a sua ideia.

Gian cobra melhores em campo; Birner cita Jorge Jesus

“Com a chegada do Rony, ele [Luxemburgo] teria a obrigação de buscar uma formação com os melhores jogadores. Hoje, com o que tem à disposição, os melhores jogadores não incluem a presença desse meia, seja ele o Lucas Lima ou o Raphael Veiga”, cobrou Oddi.

Birner concordou e citou o técnico português, Jorge Jesus, como alguém que em sua visão seria capaz de tal ousadia tática. “Fazendo uma comparação, o Jorge Jesus faria isso.”

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