Após recorde de mortes, Crivella e clubes do RJ planejam volta

Rogerio Jovaneli
Rogerio Jovaneli

Defensor da volta do futebol no Brasil, mesmo com o País atingindo média de cerca de mil mortes diárias por COVID-19 e sem conseguir testar a população para um melhor controle da pandemia, o presidente da República, Jair Bolsonaro, pediu pela volta dos jogos na quinta-feira (21) ao prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. E ao que tudo indica o lobby funcionou.

(Imagem: divulgação/Ferj)

Isso porque mesmo um dia após o estado do Rio de Janeiro registrar recorde de mortes pelo novo coronavírus em 24h – foram anunciadas 248 óbitos decorrentes da COVID-19 no último sábado (23) -, Crivella se reuniu no domingo com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e com os representantes dos clubes que disputam o Campeonato Carioca, entre eles os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e do Vasco, Alexandre Campello, que foram a Brasília falar com Bolsonaro dois dias antes da viagem do prefeito do Rio à capital federal.

Em pauta no encontro entre cartolas, o anúncio de um plano para a volta do futebol carioca, sem presença de torcida. Inicialmente, com a liberação para os treinos nesta terça (26), mas já projetando o retorno dos jogos a partir de 14 de junho.

Posteriormente, em nota, a prefeitura informou que os clubes não poderão fazer “treino coletivo e rachão” até o início de junho. As demais outras atividades estão liberadas a partir de terça.

Fluminense e Botafogo discordam

Mas nem Fluminense e nem Botafogo, ambos contrários à apressada volta do futebol no Rio de Janeiro, enviaram representantes. No entanto, o prefeito garantiu que mesmo esses dois clubes aceitaram os termos ali apresentados em contatos telefônicos com a Prefeitura. O Fluminense negou, por meio de nota oficial.

“O Fluminense vem a público esclarecer que não fez nenhum contato telefônico com a prefeitura e tampouco com o prefeito, seja para tratar da reunião em que se discutiu a volta do futebol ou para qualquer outro assunto”, pronunciou-se o Flu, segundo noticiou o site Globoesporte.

Com relação a Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente e membro do comitê gestor do futebol do Botafogo, o dirigente admitiu ter recebido contato da prefeitura e disse ao site esportivo da Globo que concordou com a volta dos treinos a partir de 1º de junho e dos jogos em 28 de junho ou 4 de julho, dependendo da análise da curva da pandemia no município. Portanto, uma posição diferente da acertada entre Crivella, Ferj e demais clubes, a exceção do Fluminense.

Em coletiva, Crivella deu a entender que futebol volte só em julho

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), o prefeito Marcelo Crivella se manifestou sobre o plano de retomada do futebol carioca, deixando aberta a possibilidade de os jogos só voltarem em julho, noticiou o Globoesporte, ainda que o desejo dos clubes seja de retomar as partidas sem público o quanto antes, possivelmente em junho, conforme análise da curva de contágio.

Sobre a volta das atividades dos clubes, Crivella disse na coletiva de hoje que nesta semana só estão liberadas atividades médicas e de “fisioterapia com bola”, ou seja, ações realizadas no gramado.

“Não vamos relaxar as medidas de afastamento social. Naquela reunião que tivemos no sábado com o conselho científico, foi quase consenso que devemos esperar mais um período para o retorno. O futebol esperava voltar hoje (segunda) os treinos, rachão. Pedimos para junho e foi aceito. Pode ser que alguém com o drone verifique o jogador correndo com a bola. É fisioterapia com bola, está autorizada. Pedimos também que os jogos voltassem em julho, sem torcida. Eles pediram para verificar a curva em meados de junho. Há expectativa de nossos especialistas que estejamos quase em zero”, declarou, otimista, o prefeito.

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