Dome revela dica de Guardiola e futebol que quer no Flamengo

Rogerio Jovaneli
Rogerio Jovaneli

Apresentado pelo Flamengo na tarde desta segunda-feira (3), o novo técnico do clube, Domènec Torrent, falou sobre o que o fez aceitar o convite – contou com o incentivo do ex-chefe, Pep Guardiola – e como pretende dar sequência ao vencedor trabalho, iniciado por Jorge Jesus no meio do ano passado.

Domènec Torrent, durante coletiva de apresentação como novo técnico do Flamengo nesta segunda (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Já visando ao jogo contra o Atlético-MG, estreia no Brasileirão, no próximo domingo (9), “Dome”, como o catalão é chamado, já começou o primeiro trabalho com os jogadores no campo do CT Ninho do Urubu.

Domènec Torrent, ou “Dome”, novo técnico do Flamengo, orientando o volante Willian Arão durante primeiro treino no Ninho do Urubu (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Confira algumas respostas do novo técnico na coletiva:

Incentivo de Guardiola

“Falo com muita frequência com Guardiola, porque, à parte o lado profissional, temos uma amizade e quando ele soube do interesse do Flamengo, só me disse: ‘Não deixe passar. Se tiver confiança, é um dos melhores clubes do mundo. O Flamengo é um clube importantíssimo em todo o mundo e essa é uma oportunidade única’. Foi o que me disse Pep, e isso já sabia, mas foi algo que me animou, inclusive, a aceitar esse grande desafio, porque é uma coisa que às vezes acontece uma vez na vida.”

Como pretende trabalhar

“Tenho uma filosofia muito parecida ao treinador que trabalhei junto nos últimos dez anos. Gosto do jogo ofensivo. Prefiro ganhar por 4 a 3 e não por 1 a 0. É importante também para o torcedor. O Flamengo é ganhar, ganhar, ganhar, mas é importante como ganhar, não somente ganhar. Tenho em mente como é importante que o torcedor seja feliz no estádio. Quero criar um estilo para que o Flamengo jogue igual, de maneira bonita e ganhadora, no Maracanã ou em outro estádio. Gosto de ter a bola, de ser protagonista.”

Diferenças entre o futebol europeu e o jogado no Brasil

“Talvez o futebol europeu é jogado mais rápido do que no Brasil, que é muito técnico. Mas ultimamente acho que houve evolução nisso, o gramado de muitos estádios está melhor, o que é muito importante para jogadores. A grande diferença é a rapidez que se joga na Europa, o ritmo de treinamento em muito alto.

Se você pode jogar com dois toques, não jogue com três. Se pode com três, não jogue com quatro. Tenha que dar velocidade ao jogo para ser ofensivo. A rapidez não é dos jogadores é do jogo. Passar a bola e atacar mais rápido. Pressionar quando você perder a bola para recuperá-la. Isso é o que se faz na Europa.”

Legado de Jesus e possíveis mudanças

“Respeito muito Jorge Jesus, porque ele ganhou tudo com o Flamengo. Vamos ter nosso próprio estilo. Aos poucos vamos implementar. Temos que respeitar o trabalho dele e dos jogadores. Foi um projeto vencedor. Nosso estilo é muito similar, uma vez que somos ambos ofensivos, mas diferente em algumas coisas no dia a dia. Aqui vamos continuar a ganhar títulos, mas com um estilo próprio.
Precisamos de tempo. Não vamos ser como um elefante entrando em um quarto pequeno. O trabalho de Jorge Jesus foi fantástico e temos que aproveitá-lo.”

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