Bayern de Munique conquista a Liga dos Campeões

Fernando Verchai
Fernando Verchai

Final da principal competição europeia envolveu o atual octacampeão alemão, Bayern de Munique, e o tricampeão francês, Paris Saint-Germain.

Lei do ex na final da Champions: Francês Coman, formado nas categorias de base do PSG, marcou o gol do título do Bayern em cima do time de Neymar (Reprodução: Twitter/Bayern)

No domingo (23), Paris Saint-Germain e Bayern de Munique disputaram a grande final da Liga dos Campeões. De um lado, o atual tricampeão francês e, também, vencedor de tudo o que disputou nacionalmente (Copa da França, Copa da Liga e a Supercopa da França no início da temporada), chegava para a sua primeira final. Já o octacampeão alemão, também vencedor da Copa da Alemanha na atual temporada, chegava para a sua 11ª decisão de Liga dos Campeões. Significa dizer que, enquanto o PSG estava em busca de fazer história com o primeiro título europeu, o Bayern almejava a 6ª conquista. Alguns dos atuais jogadores do time bávaro, inclusive, estiveram também no 5º título da equipe alemã, na temporada 2012/13. Foram eles o goleiro Manuer Neuer, a agora dupla de zaga Jérôme Boateng e David Alaba, e o meia-atacante Thomas Müller. Pelo lado da equipe parisiense, Keylor Navas (tricampeão com o Real Madrid nas temporadas 2015/16, 2016/17 e 2017/18), Ángel Di Maria (campeão com o Real Madrid na temporada 2012/13) e Neymar (campeão pelo Barcelona na temporada 2014/15) carregavam a experiência de já ter levantado a “orelhuda” (como é chamada a taça da Liga dos Campeões por conta do seu formato). No entanto, a própria equipe de Paris, assim como a maior parte do time, apesar de possuir certa experiência na competição, nunca sequer havia disputada a decisão da principal competição europeia. Comandados pelo alemão Thomas tuchel, Neymar e Cia já estavam garantidos na história do PSG, mas eles queriam mais. No caso do brasileiro, camisa 10 da equipe francesa, além do título inédito pela equipe francesa, a ambição também envolvia a possibilidade evidente de faturar o prêmio “The Best” da Fifa, se sagrando o melhor jogador do mundo na temporada 2019/20. No entanto, o esquadrão do Bayern de Munique não permitiu que nada disso acontecesse e frustrou os sonhos do PSG. Neste domingo (23 de agosto de 2020), o rolo compressor da Bavária, comandado por Hans-Dieter Flick, chegou ao 30º jogo de invencibilidade, bateu o Paris Saint-Germain na decisão e levou o 6º título da Liga dos Campeões para Munique.

Análise do jogo

A partida no Estádio da Luz, em Lisboa (Portugal), que definiu o vencedor da Liga dos Campeões começou muito tensa. O Bayern de Munique conseguiu dificultar a saída de bola do PSG nos primeiros minutos e incomodou muito o adversário. No entanto, a equipe de Paris conseguiu acabar com a pressão alemã se refugiando em Mbappé, que explorava a ponta esquerda. O atacante francês teve as duas primeiras boas oportunidades da partida, finalizando de dentro da área, mas em ambas foi bloqueado por algum defensor do Bayern. Pouco depois, na melhor chance do PSG de abrir o placar e, talvez, em toda a partida, Neymar recebeu de Mbappé em contra-ataque, invadiu a área e bateu bem de perna esquerda, mas parou em grande defesa de Manuel Neuer. A bola ainda sobrou para o brasileiro, que buscou o passe para Di Maria na pequena área, mas Neuer voou mais uma vez para interceptar, mandando a bola pela linha de fundo. A esta altura, parecia que o Paris Saint-Germain estava acuando o gigante da Baviera, que poderia ter se complicado após a saída do zagueiro Boateng por contusão, mas não foi bem assim. As duas equipes tiveram suas oportunidades. Em cruzamento de Alphonso Davies, Lewandowski dominou dentro da área, girou pra cima da marcação e, mesmo finalizando desequilibrado, venceu Keylor Navas, mas a bola quicou e parou na trave. Depois do susto, o PSG voltou a levar perigo em tabela de Ander Herrera com Di Maria: o meia espanhol deixou o companheiro em boas condições na grande área, mas o argentino bateu com a “perna ruim” e mandou por cima do gol de Neuer. Ainda no primeiro tempo, Lewandowski apareceu para duelar mais uma vez com Navas, cabeceando firme após lindo cruzamento de Müller, mas o goleiro conseguiu fazer a defesa. Nos minutos finais, antes do intervalo, Alaba saiu jogando errado na entrada da área do Bayern e Mbappé ficou de frente para Neuer depois de tabelar com Ander Herrera, mas bateu fraco e facilitou para o goleiro alemão.

No segundo tempo, a partida voltou a ficar tensa nos primeiros minutos. As duas equipes mostravam muito equilíbrio e concentração para buscar o tão cobiçado título da Liga dos Campeões. Neymar passou a tentar buscar um pouco mais o jogo, à partir do meio de campo, mas a forte marcação adversária não permitiu que o brasileiro conseguisse fazer absolutamente nada. Quando tentou alguma coisa diferente, o camisa 10 do Paris recebeu entradas mais duras e parou por ali. Até que aos 14 minutos da etapa final, em jogada muito bem trabalhada pelo Bayern de Munique, Kimmich ficou com sobra de bola no bico da área e levantou na segunda trave para Kingsley Coman, livre de marcação, testar firme para o funda da rede. Apesar de não ter conseguido controlar a partida e pressionar de forma intensa o adversário, o PSG teve suas chances de empate depois de sofrer o primeiro gol. Na melhor delas, Di Maria encontrou Marquinhos em boa condição na área, mas o volante (zagueiro) brasileiro não conseguiu vencer o gigante Manuel Neuer. Até mesmo Mbappé, quando recebeu em impedimento, sozinho com o goleiro, não conseguiu balançar as redes: parou nos pés esticados do alemão. Não teve jeito para o Paris Saint-Germain, que ficou apenas com o vice em sua primeira final de Liga dos Campeões, o que já é um grande feito para todos do elenco. O título, porém, ficou mais uma vez com o Bayern de Munique (créditos: Hans-Dieter Flick, Robert Lewandowski, Thomas Müller, Kingsley Coman, Sèrge Gnabry, Leon Goretzka, Thiago Alcântara, Joshua Kimmich, Alphonso Davies, David Alaba, Jérôme Boateng e Manuel Neuer, além de Sven Ulreich, Thorben Hoffmann, Álvaro Odriozola, Benjamin Pavard, Niklas Sule, Javi Martínez, Lucas Hernández, Philippe Coutinho, Mickaël Cuisance, Corentin Tolisso, Joshua Zirkzee e Ivan Perisic).

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