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Angustiado com COVID-19, Galvão cobra ajuda a mais pobres

Rogerio Jovaneli

Galvão Bueno fez um longo desabafo em suas redes sociais (publicou vídeo em seu Instagram). Dizendo-se angustiado com a pandemia do coronavírus, em especial com o iminente risco de atingir fortemente à camada mais pobre da população brasileira, o narrador da TV Globo cobrou de governantes um plano de atenção aos menos favorecidos.

“Tenho acompanhado todas as decisões, muitas delas muito corretas, mas onde está o grande projeto da atenção social a essas pessoas menos favorecidas?”, questionou o global.

“Vale recomendar que se lave as mãos, que se tenha sempre a melhor higiene possível, que use o álcool gel, mas eu tô muito angustiado. E quando esse vírus chegar às favelas? E quando esse vírus chegar – Deus que nos livre – aos grotões da mais profunda pobreza do nosso país, onde as pessoas não tem conhecimento e nem condições de ter todo esse cuidado?”, perguntou, extremamente preocupado, Galvão.

“Como colocar quem trabalha no dia-a-dia em sistema de home office, se essas pessoas precisam do trabalho no dia-a-dia porque se não as famílias vão passar fome? Como evitar que essas pessoas possam usar o sistema coletivo de transporte se eles precisam trabalhar? Porque se eles não trabalharem, não vão sustentar suas famílias. Em alguns lugares nem água corrente tem para lavar as mãos, onde vão arrumar dinheiro para comprar álcool gel?”, desabafou o narrador, realmente demonstrando toda a sua angústia.

O desabafo de Galvão

“Eu estou aqui no meu escritório, em casa, seguindo as recomendações. Do que modernamente estão chamando de “home office”, de você trabalhar em casa. Mas, preocupado, claro… Vou fazer 70 anos, sou do grupo de risco, sou hipertenso, recentemente tive problema de coração. Posso até vir a ser infectado. Todo mundo está correndo risco.

Não há dúvidas que esse vírus tão sério, esse drama que estamos vivendo, chegou ao Brasil pelas elite porque foi trazido por quem tenha vindo da Europa, da Ásia, dos EUA e agora vai se espalhando.

Claro que nós (e eu tenho muito orgulho disso, porque acabamos gerando muitos empregos, principalmente no agronegócio, pecuária e com meus negócios de vinho e plantações) ordenamos que todas as pessoas do escritório fossem trabalhar em casa, todos nós estamos em casa seguindo todas as instruções. Mas eu tô muito angustiado.

E segue o narrador…

E tô muito angustiado porque, é claro que é necessário se preocupar com a queda da bolsa de valores, com a alta do dólar, com as questões da economia, com tudo isso. Vale recomendar que se lave as mãos, que se tenha sempre a melhor higiene possível, que use o álcool gel, mas eu tô muito angustiado. E quando esse vírus chegar às favelas? E quando esse vírus chegar – Deus que nos livre – aos grotões da mais profunda pobreza do nosso país, onde as pessoas não tem conhecimento e nem condições de ter todo esse cuidado? Como colocar quem trabalha no dia-a-dia em sistema de home office, se essas pessoas precisam do trabalho no dia-a-dia porque se não as famílias vão passar fome?

Como evitar que essas pessoas possam usar o sistema coletivo de transporte se eles precisam trabalhar? Porque se eles não trabalharem, não vão sustentar suas famílias. Em alguns lugares nem água corrente tem para lavar as mãos, onde vão arrumar dinheiro para comprar álcool gel?

É preciso se preocupar, juntar todas as mensagens, isso é tudo muito importante. Todos nós estamos nos movimentando pra isso. Tenho acompanhado todas as decisões, muitas delas muito corretas, mas onde está o grande projeto da atenção social a essas pessoas menos favorecidas?

Temo. E temo muito quando esse vírus vier a atingir esses bolsões de linha de pobreza ou abaixo da linha da pobreza. Que Deus nos abençoe a todos e nos ajude sempre.”

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